Com mais de 15 anos de trajetória, a DJ baiana transformou paixão em carreira internacional e tornou-se uma das maiores referências femininas do Tribal House e da cena eletrônica LGBTQIAPN+ brasileira.
Nascida em Salvador, a DJ e produtora Van Müller transformou paixão em propósito e talento em carreira internacional. Hoje, seu nome ecoa em pistas, festivais e grandes eventos dentro e fora do Brasil, consolidando-a como uma das artistas femininas mais importantes da cena Tribal House e da música eletrônica LGBTQIAPN+ do país.

Muito antes das cabines, dos festivais e dos holofotes, Van já demonstrava uma relação intensa com a música. Ainda criança, aprendeu violão e desenvolveu o hábito de pesquisar artistas, sons e tendências musicais. Foi em 2005, frequentando as festas da cena LGBTQIAPN+ de Salvador, que nasceu sua paixão pelo Tribal House, estilo que se tornaria sua assinatura artística.
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O encontro com o renomado DJ baiano Oliver Jack foi determinante para essa história. Inicialmente atuando como formadora de opinião em uma revista especializada em música eletrônica, Van recebeu o convite para aprender a tocar e mergulhou de vez no universo das pickups. O que seria apenas uma experiência para ampliar seus conhecimentos jornalísticos acabou mudando completamente sua vida profissional.
Sua estreia aconteceu em 2010 no histórico Off Club, em Salvador, onde rapidamente chamou atenção pela maturidade musical, técnica refinada e sets inovadores. Em pouco tempo foi apontada como uma das DJs revelação da capital baiana.

A ascensão foi rápida. Entre 2012 e 2016, Van tornou-se DJ residente da lendária San Sebastian, um dos clubes mais importantes da cena LGBTQIAPN+ do Nordeste e referência nacional em entretenimento. Ali, dividiu line-ups com artistas internacionais e consolidou seu nome entre os grandes nomes do Tribal House brasileiro.
Ao longo da carreira, a artista passou por alguns dos principais eventos e festivais do país, incluindo o Festival de Verão Salvador, o icônico Hell & Heaven e a turnê brasileira da famosa Papa Party, levando sua energia contagiante e sua identidade sonora para milhares de pessoas.
Mas talvez a maior conquista de Van Müller vá além dos palcos. Mulher nordestina em um mercado historicamente dominado por homens, ela se tornou símbolo de representatividade e inspiração para novas gerações de artistas. Em entrevistas, a DJ já destacou a importância de ampliar a presença feminina na música eletrônica e abrir caminhos para outras mulheres ocuparem espaços de protagonismo.
Sua trajetória também atravessa fronteiras. Com apresentações internacionais e reconhecimento crescente fora do país, a artista leva o nome de Salvador para o mundo, mostrando que a capital baiana também exporta talentos da música eletrônica global. Sets realizados em países como o Chile e participações em eventos internacionais reforçam essa conexão entre a Bahia e as pistas do planeta.

Hoje, após mais de uma década de carreira, Van Müller segue reinventando sua própria história, acumulando posições de destaque em rankings internacionais de DJs e permanecendo entre os principais nomes femininos da cena eletrônica brasileira.
Por André Cunha












